Contagem regressiva: o Supremo Tribunal Federal notificou Eduardo Cunha com um pedido do procurador Rodrigo Janot para afastá-lo da Câmara dos Deputados e ele tem oito dias para se defender. Agora ele cai!
Segundo Janot, Cunha usa seu poder para constranger seus colegas parlamentares, réus colaboradores, advogados e agentes públicos. Ele disse ainda que Cunha utiliza a função para obstruir as investigações da Operação Lava Jato e o andamento de uma representação contra ele no Conselho de Ética da Câmara.
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https://secure.avaaz.org/po/stf_afastem_cunha_ja/?crUqkbb
"Como cidadãos preocupados com nossa democracia e o rumo das investigações contra corrupção no país, pedimos que aceitem o pedido do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, para afastar o deputado Eduardo Cunha do cargo de presidente da Câmara dos Deputados. É urgente que o deputado Eduardo Cunha seja afastado de sua função para evitar quaisquer influências ou intervenções de sua parte à Operação Lava Jato ou mesmo da apuração do Conselho de Ética sobre o presidente da Câmara -- ninguém deve estar acima da lei.
Segundo Janot, Cunha usa seu poder para constranger seus colegas parlamentares, réus colaboradores, advogados e agentes públicos. Ele disse ainda que Cunha utiliza a função para obstruir as investigações da Operação Lava Jato e o andamento de uma representação contra ele no Conselho de Ética da Câmara.
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"Como cidadãos preocupados com nossa democracia e o rumo das investigações contra corrupção no país, pedimos que aceitem o pedido do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, para afastar o deputado Eduardo Cunha do cargo de presidente da Câmara dos Deputados. É urgente que o deputado Eduardo Cunha seja afastado de sua função para evitar quaisquer influências ou intervenções de sua parte à Operação Lava Jato ou mesmo da apuração do Conselho de Ética sobre o presidente da Câmara -- ninguém deve estar acima da lei.
Parlamentares entrevistados pelo Vermelho consideraram como positiva a decisão da OAB. Para o deputado federal e líder do PCdoB na Câmara, Daniel Almeida (BA), a decisão fortalece o movimento pela saída de Cunha da presidência da Câmara.
“Essa decisão ajuda muito a pressionar o Congresso, a sociedade e o próprio Poder Judiciário no sentido de uma verificação mais rápida sobre o Eduardo Cunha”, disse. E acrescenta: “A decisão está de acordo com a trajetória histórica da entidade, que está atenda na defesa da legalidade democrática e de valores éticos e de comportamento retilíneo de quem está no serviço público”.
Parlamentares entrevistados peloVermelhoconsideraram como positiva a decisão da OAB. Para o deputado federal e líder do PCdoB na Câmara, Daniel Almeida (BA), a decisão fortalece o movimento pela saída de Cunha da presidência da Câmara.
“Essa decisão ajuda muito a pressionar o Congresso, a sociedade e o próprio Poder Judiciário no sentido de uma verificação mais rápida sobre o Eduardo Cunha”, disse. E acrescenta: “A decisão está de acordo com a trajetória histórica da entidade, que está atenda na defesa da legalidade democrática e de valores éticos e de comportamento retilíneo de quem está no serviço público”.
Já o deputado Wadih Damous (PT-RJ) disse que, apesar de ver com cautela ações que interfiram nos três poderes, considera a decisão da Ordem muito relevante.
“Sou muito cautelosos nisso porque essa interferência de um Poder no outro gera um precedente perigoso. Mas no caso do deputado Eduardo Cunha, ele já extrapolou a sua conduta e as provas que há contra ele ultrapassaram o limite aceitável de sua permanência na presidência da Câmara dos Deputado, até porque ele reiteradas vezes usa o cargo para se beneficiar pela sua condição presidente interferindo na investigação e no Conselho de Ética. Então, exclusivamente nesse sentido, acho que a OAB está com a razão”, pontuou Damous, que foi presidente da OAB do Rio de Janeiro.
Em nota, o recém-empossado presidente nacional da Ordem, Claudio Lamachia, disse: “Pelos fatos e pelas notícias que temos, é importante a manifestação do Conselho Pleno da OAB. Estamos sendo demandados pela sociedade sobre o eventual afastamento do presidente da Câmara.
Segundo ele, o pedido da OAB não é um juízo de valor sobre uma eventual culpa de Eduardo Cunha, apenas uma busca de preservar a instituição Câmara dos Deputados. “À medida que o país passa por tantos problemas, esta decisão do Conselho Pleno é extraordinária. OAB está atenta aos temas da sociedade e efetivamente participando do debate nacional”, afirmou
O pedido de afastamento de Cunha foi proposto pelo presidente da OAB de São Paulo, Marcos da Costa, sendo posteriormente acatado por unanimidade no Colégio de Presidentes de Seccionais. O colegiado encaminhou o processo ao Conselho Pleno.
O relator do processo, conselheiro federal André Godinho (BA), apontou as acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República contra Cunha, assim como seu depoimento à CPI que gerou o processo no Conselho de Ética da Câmara, por supostamente ter mentido sobre ter contas no exterior, para embasar o pedido de afastamento. Entre as acusações estão os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Do Portal Vermelho


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